A decisão.
Não havia, por aqueles dias, nada que ela mais temesse. Sabia que o telefone ia tocar e que isso inevitavelmente faria com que a sua vida mudasse para sempre. Não tinha porém certeza de que essa mudança lhe fosse trazer o que procurava. O problema é que, quanto mais pensava no que procurava, menos o sabia. Queria certezas e queria mudanças. As segundas não trariam, certamente, as primeiras. O que lhe passava muitas vezes pela cabeça era que, em boa verdade, são demasiadas as vezes em que queremos algo que não sabemos onde está ou do que advém. Queremos aventura, queremos tranquilidade, queremos desafios, queremos estabilidade. Queremos ser felizes. É isso. Queremos sempre, todos, de qualquer maneira, ser felizes. O problema de tudo isto é quando achamos que a felicidade é um estado e que atingir uma determinada meta nos levará a esse estado. Naquele dia, ela pensava simplesmente se o telefonema tão esperado a levaria a ser feliz. Ou se, pelo c...